Entre no canal

A propósito da Reencarnação no Mundo Espiritual

O livro “Nosso Lar”, de André Luiz, psicografado, em 1943, por Chico Xavier, é, deveras, surpreendente. Cada vez que temos oportunidade de lê-lo com atenção, as suas páginas nos descortinam novas revelações sobre a vida no Mundo Espiritual, com informações sobre as quais, numa leitura ligeira, havíamos passado por cima, sem atentarmos para a sua importância e transcendência.

É o caso, por exemplo, do que se encontra inserido no capítulo 7 – “Explicações de Lísias” –, numa simples conversa de André Luiz com o filho de Laura, que haverá de hospedá-lo em sua residência na referida cidade espiritual.

No 7º parágrafo, Lísias, em seu diálogo esclarecedor, considera: “A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas (…). Todo processo evolutivo implica gradação. Há regiões múltiplas para os desencarnados, como existem planos inúmeros e surpreendentes para as criaturas envolvidas de carne terrestre.”

A referência à “carne terrestre” nos leva, naturalmente, a refletir acerca da existência de uma carne que não é terrestre, mas, sim, de natureza espiritual!

Aliás, toda palavra do vocabulário humano não passa de nomenclatura, que, segundo os Espíritos, é muito limitada para que seja utilizada em assuntos do Mundo, ou Planeta, Espiritual para a Terra.

Segundo os estudiosos, a “dedução consiste em se chegar a uma verdade particular e/ou específica a partir de outra mais geral ou abrangente.” Portanto, em Lógica, aprende-se também raciocinando por “dedução”. Aliando Fé e Razão, o Espiritismo é Lógica pura!…

Quando Lísias, no diálogo com André Luiz, refere-se à “carne terrestre”, ele, naturalmente, nos enseja a raciocinar por dedução, sendo-nos, portanto, lícito admitir a existência de carne não terrestre

Logo, de acordo com o pensamento de Aristóteles, que é considerado o “pai” da Lógica, o corpo espiritual, ou perispírito, igualmente, é feito de carne!

✉ Fique Atualizado!



Campanha Livro Chico Xavier

--- Início da Publicidade --- --- Fim da Publicidade ---

Continuando a raciocinar, sendo o perispírito, ou corpo espiritual, constituído de carne – uma simples nomenclatura –, o termo “reencarnação”, empregado para o espírito que renasce em diferentes Mundos Espirituais, não é fora de propósito.

Aliás, o que é carne?! Você já se fez semelhante pergunta?! Ao comer, por exemplo, um pedaço de carne o que você está comendo?! Nada mais e nada menos, imaginando comer carne, você está “comendo” água, proteína, gordura, minerais e carboidratos. E “comendo” proteína você está “comendo aminoácidos”, ou seja, moléculas atômicas de Carbono, Oxigênio, Hidrogênio e Oxigênio. Então, aquela picanha assada que você adora degustar não é mais do que um composto químico quartenário, que, às vezes, pode conter até Enxofre.

Então, é isso aí. Os ferrenhos contestadores da Reencarnação do Mundo Espiritual, além de não estarem bem informados a respeito de Espiritismo – não leram sequer “Nosso Lar”, ou se leram, não conseguiram lhe penetrar a essência – me parecem não saber nada de Química.

Paciência, fazer o quê?! De minha parte, também confesso que muito pouco sei da ciência do irlandês Roberto Boyle – eu mal conheço a fórmula química da água!…

Negar-se, pois, a tese da Reencarnação no Mundo Espiritual, por não se admitir que os átomos possam, igualmente, sobreviver ao fenômeno da “morte”, voltando a se unirem no Mais Além, para constituírem uma espécie de carne celeste, é não conseguir raciocinar por “dedução” e nem por “indução”.

Aliás, noutro capítulo de “Nosso Lar”, o de número 9 – “Problema de Alimentação”, André Luiz chega, inclusive, a se referir à grave questão de tráfico de alimentos na cidade espiritual, envolvendo, principalmente, alimentos proteicos.

Se para bom entendedor, uma palavra basta, e para péssimo entendedor toda palavra é inútil, vamos parando por aqui, esperando que os que menos tiverem a cabeça feita (nada tem a ver com o significado de “cabeça feita” na Umbanda ou no Candomblé) na teimosia e na “política” doutrinária, ponham-se a pensar, porque, afinal, as únicas cabeças que não foram feitas para pensar são as do alfinete, do parafuso e do prego.

INÁCIO FERREIRA

 

Uberaba – MG, 15 de agosto de 2016.

Fonte: http://inacioferreira-baccelli.zip.net/arch2016-08-01_2016-08-31.html

--- Publicidade ---

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Share via
Send this to a friend