Você alguma vez já parou para pensar que até mesmo o amor humano pode se tornar em amor espiritual? Um é totalmente diferente do outro embora deveremos analisar os dois. É o que proponho nessa semana quando iremos nos envolver no amor propriamente dito, em que temos como exemplo, a mãe que implora para a filha não praticar o aborto registrado no livro de André Luiz, no seu capítulo 10, intitulado “Dolorosa Perda”, na psicografia do médium Chico Xavier.

            Na conversação que se desenrola entre ambas, vejamos o que a genitora diz à filha em total desequilíbrio: “Nem sempre o amor humano avança vigilante!”. Para muitos será duro de aceitar tal dissertação, mas se formos ver por outros ângulos iremos reconhecer a sua veracidade. Até mesmo o excesso de amar vem a prejudicar qualquer um que dele se exaspera. Desse amor excessivo, nasce a possessão intransigente. Como também do amor conjugal ou filial desmedido nascem sombras de egoísmo por onde irá macular todos aqueles que em sua volta vierem cultuá-lo dessa forma.

            Jesus nos pede para vigiar e orar. A vigilância sempre vem à frente da prece, porque poderemos facilmente rezar sem nenhuma cobertura espiritual, enquanto que vigiar as palavras que proferimos numa oração, todo e qualquer resquício do mal não terá campo aos nossos sentimentos.

            Onde, portanto, começa esse amor egoísta e termina no amor espiritual, perguntarão muitos. Eu digo que ele se principia nos valores espirituais que do coração aflora sem nenhuma mácula de inferioridade. O mais certo e mais seguro numa prece é sempre agradecer, pois caso venhamos a pedir algo, esse pedido poderá estar envolvido de miasmas de sentidos ainda abitolados nas raias dos instintos inferiores.

            Também a educação nos lares é de fundamental importância no contexto de espiritualização de toda criatura ainda necessitada de submergir dos miasmas pesados da matéria mais densa. No entanto, se não houver confraternização familiar, difícil, seus componentes sobreviverem às saraivadas inconstantes que o mundo lá fora nos instigará a todo instante. O meio influencia e muito nos sentimentos dos homens. E não estar preparado para as investidas das sombras, difícil não aliar a elas sem que se note essa aliança escabrosa.

            Muito fazemos de mal – direta ou indiretamente – enveredados pelos pensamentos de terceiros e mais comumente por espíritos atrasados que querem a todo custo, desviarmos do caminho do bem. Mesmo assegurado numa religião ela não nos salvará a alma se continuamos a alimentar vetores de viciação e loucura, de desequilíbrio e de insanidade. Analisemos, pois, as nossas ações com seguridade, pois, na maioria delas, podem ser comandos das sombras que estão a nos testar afanosamente a nossa fidelidade a Deus e ao Cristo como Senhor e Irmão nosso. Comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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