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A Vida além da vida nos traz situações de aprendizado que jamais imaginaríamos confrontar conosco mesmo. Somos eternos aprendizes na Escola Universal. Que tanto na Terra como fora dela – nos planetas espirituais – sempre estaremos aprendendo algo, de alguma situação que deixamos passar “de liso” a nossos olhos, mas não da Justiça Divina sempre ativa e atenta para conosco.

            André Luiz como o título é bastante claro, está fazendo parte de uma comissão que iria excursionar as cavernas no Baixo Umbral liderada pela servidora Cipriana. Mas, para desapontamento de André fora ele proibido em todas as suas particularidades. Faltava-lhe o Curso de Assistência aos Sofredores. Como poderemos observar aqui, toda experiência com sucesso dependerá da sua parte teórica quanto prática. E, para o noviço de Calderaro não tinha nem um nem outro. Mas ganharia subsídios de aprendizado excursionando no limiar das cavernas.

            Vamos analisar as ponderações da servidora Cipriana quando dirigiu a André, muito desapontado no livro em estudo “No Mundo Maior”, no seu capítulo 17, intitulado “No Limiar das Cavernas”, pela mediunidade de Chico Xavier. “Cada situação a que somos conduzidos, é portadora de ocultos ensinamentos para nosso bem”. No currículo da nossa passagem na Terra quanto nos planetas espirituais a que nos vinculamos, toda situação que nos abarca em todos os sentidos, nos beneficia com ensinamentos, muitos deles, criptografados, ou seja, ainda não compreendidos por nós. Se se podemos analisar seu contexto, naturalmente poderemos sair vitoriosos nas suas enchanças, ganhando novos vetores de assimilação a nosso favor.

            Nada é por acaso. Sabemos disso, não é mesmo? Sempre existirá um “Por que” diante das nossas tabelas de nomenclatura sentimental e uma solução plausível para todas as nossas dúvidas. Vale do nosso concurso saber examinar cada situação com presteza e determinação para que o fracasso não seja ponto crucial para a nossa pontuação no exame existencial na Terra. Ficariam, portanto, André Luiz e Calderaro nas imediações daquele Vale de sombras. Lastimável a situação daquelas almas nesse precipício de sofrimento.

            Podemos encontrar no meio espírita, muitos confrades e confreiras a não aceitarem – por ignorância – que nessas regiões trevosas os espíritos aí não conseguem volitar. Referente ao assunto, vamos ver o que nos narra André Luiz: “Certos grupos volitavam a pequena altura, como bandos de corvos negrejantes (…) ao passo que vastos cardumes de desventurados jaziam chumbados ao solo”. Diante da afirmação Luiziana, os espíritos sitiantes das trevas podem volitar sim, decerto com limites, claro. Mesmo assim, o ambiente nesses locais era sufocante para aqueles que ali procuram resgatar os irmãos necessitados de salvamento. Não parece para nós, mas a região em que nós, encarnados, vivemos, não fica longe das paragens descritas pelo pupilo de Calderaro. É questão de afinidade e nela, quanto dela, necessitamos para viver e conviver com o nosso próximo. Difícil jornada, mas necessária, não acha, Leitor Amigo?

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