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            Ao auxiliar alguém mais necessitado, não estamos lhe tirando o fardo pelo qual terá que carregar. Nem mesmo o próprio Jesus assim o fez e não será nós que o faremos. O que estamos fazendo é dar-lhe equilíbrio e apoio para que possa despertar para as realidades da vida que até então não enxergava, como também a de caminhar com mais segurança com as próprias pernas. Todos nós temos a cruz a qual o seu peso é segundo o nosso merecimento e às nossas próprias forças.

            Segundo esse meu pensamento, vamos analisar o que o instrutor Calderaro diz a respeito para André Luiz no livro “No Mundo Maior”, no seu capítulo 15, intitulado “Apelo Cristão”, pela mediunidade de Chico Xavier: “Salvar alguém ou socorrê-lo, não significa subtrair o interessado à oportunidade de luta, de alçamento ou de edificação”. Como podemos notar, o socorro não tira ninguém das responsabilidades assumidas, mas o encoraja a encará-las com parcimônia e determinação, para que, o mais rápido possível, venha aliviar o seu fardo de provações.

            A luta pela sobrevivência é tamanha, bem o sabemos. Mas o que está acontecendo é que esta sobrevivência está recaindo à sobrevivência do próximo. Estamos direta ou indiretamente minando as forças daqueles que nos acompanha na jornada sem que com isso nos despertemos para tal ação ordinária. Virou uma rotina tal ato que não prestamos atenção ao mal que estamos fazendo para o semelhante e para conosco mesmos. Não somos ainda solidários com o próximo, embora egoística e sobejamente nociva o somos com os nossos próprios familiares e amigos.

            Para ajuizarmos bem a respeito desse auxílio, vamos entender melhor com a continuação do pensamento do instrutor acima citado: “Constitui amparo fraternal, para que desperte e se levante entrando na posse do equilíbrio que caracteriza aquele que o ajudou”. Para auxiliar alguém, tem que ter – o interessado – equilíbrio emocional, moral e espiritual para que a sua ajuda não torne em vantagem negativa aproveitando, dessa forma, da carência afetiva pelo qual passa o irmão à nossa vista.

            O despertamento, ou seja, a visão da nossa situação no mundo, englobando família, amigos e sociedade, será bem mais auscultada a nossa consciência, para que não venhamos a cair nas próprias armadilhas, no próprio ócio que alimentamos por pensar que a vida só nos tem a dar sem que movamos um dedo sequer para que essa doação se volte em subsídios aos também desgraçados do mundo.

            Devemos, sim, na medida das nossa acuidade mental, procurarmos despertar para a vida eterna do espírito, levantar, sacudir a poeira das nossas sandálias e continuar a marcha para frente e para o alto, pois que será essa caminhada – por demais gloriosa – que iremos nos espiritualizar carregando nos braços os desfalecidos do caminho qual o fizera o Mestre de todos nós.

            Façamos, sim, a nossa parte para que a nossa trilha seja perfumada pelo amor sem mesclas, sem máscaras, sem interesses. Já pensou bem a respeito, Leitor Amigo?

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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1 Comentário

  • Nessa matéria o conteúdo é perfeito , para entender que estamos aprimorando nossos sentimentos de ajuda ao próximo; claro, com discernimento. Possamos auxiliar na medida do possível, começando pela prece e se puder materialmente com um pedaço de pão do Amor do Cristo que tudo fez por nós. Um abraço a todos.

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