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II Encontro Mundial dos Amigos de Jesus com Chico Xavier e sua obra

Aos seguidores de plantão do Dr. Inácio, meu Salve.

            Quem seria Odilon Fernandes? Foi na Terra como está sendo no Além um dos amigos fervorosos do Dr. Inácio Ferreira. Cirurgião-dentista, com certeza retirou muitos dentes com o “boticão” como também salvou o sorriso de muita gente. Fundou a “Casa do Cinza”, templo espírita em homenagem ao seu pai Ludovice Fernandes. Presidiu a Associação dos Cegos em Uberaba, mais tarde denominada “Instituto dos Cegos do Brasil Central”. Como Dr. Inácio, sempre praticou a caridade em todos os seus instantes, propagando, assim, o Espiritismo cristão genuíno.

            Dr. Inácio gostava de recebe-lo em sua casa. Gostava de uma boa prosa. E entre notícias aqui e ali, o amigo comentou o que se passava no Sanatório e o outro os fatos acontecidos na Casa do Cinza com relação aos médiuns. Perseguição acirrada com aqueles que realmente batalham para praticar o bem como se deve. Dr. Inácio falou conciso com o amigo narrado em seu livro “Sob as Cinzas do Tempo”, pela mediunidade de Carlos Baccelli: “Médium espírita precisa apanhar. Se não apanhar, não cumpre a obrigação”. Verdade seja dita. Quando a coisa está muito sossegada, sem suor no rosto ou calos nas mãos algo de errado se pronuncia. Sem dificuldades a serem superadas, o médium espírita não dá vazão ao que realmente veio para esse mundo: simplesmente servir.

            Dr. Odilon tinha uma rotina que Dr. Inácio ficava intrigado. Vejamos: “Passo para pegar a turma para a reunião de desobsessão”. E ele: “Não concordo com você em essa história de pegar médium em casa…”. Verdade. É um comodismo só. Aqui na minha cidade tinha um grupo em que eu frequentava anos atrás que também pegavam médiuns em casa. E um detalhe: O Centro Espírita era de apenas alguns quarteirões. Estavam tão viciados com esse comodismo que se a pessoa de carro faltasse eles não iam para o Centro a pé. Depois reclamam que espíritos obsessores lhes acompanham os passos.

            Conversa vem; conversa vai… “Olha, é de espantar: tenho a impressão de que o Clero desencarnado está todo em Uberaba”. Disse Odilon Fernandes. É espantoso ouvir isso. Como que responsáveis diretos de Deus na Terra, agem com as trevas sem se importarem com as consequências que, decerto, virão? Falam do Evangelho, comentam passagens bíblicas para depois, aos desencarnarem se transformam em obsessores ou agentes das trevas. Triste cenário.

            Muitos espíritos ilustres que propagaram o Bem Maior na Terra foram perseguidos: Jesus Cristo, Ghandi, Madre Teresa, Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo, Cairbal Schutel, sinhô Mariano e Chico Xavier entre outros. Difícil compreender tanta perseguição. O que querem realmente a sociedade? Clamam por paz, mas desejam abraçar com as sombras. Anseiam por amor, mas se encontram acorrentados com o ódio que escraviza. Vai entender o ser humano.

            A presença de Odilon na casa do Dr. Inácio era para informar a presença de muitos inquisidores na cidade. Se a vigilância já era conceituosa, agora então… Não estariam eles para lograr as preces de seus fiéis, de forma alguma. Vinham em exclusividade perseguir aqueles que não conseguiram derrotar enquanto vivos.

            De fato, esses espíritos das sombras simpatizam-se com muitos encarnados através da sintonia em que se alimentam. Muitos os acham através das irradiações escuras e pesadas que irradiam se unindo a eles para praticarem juntos a balbúrdia, o caos, o desequilíbrio, a loucura e muitas vezes a morte.

            Creio, que a transferência do Espiritismo da França para o Brasil se deve, entre outros fatores, a perseguição acirrada das falanges das sombra no intuito de apagar de vez todo um trabalho feito com carinho e determinação. E mesmo vindo para cá, a perseguição não teve tréguas. Muitas lágrimas derramadas; muitos sofrimentos desanimadores; muita fé testada a ferro e fogo. Mas esses venceram o mundo, com as graças de Deus.

            É sabido de todos nós que quando reencarnamos em um mundo onde o sofrimento maçante é a ordem do dia, algo viemos fazer para aplacar o mal em todos os sentidos. Que nos digam todos esses bandeirantes do Evangelho que não tiveram sossego nas perseguições, mas que no final todos saíram vitoriosos. Louvado seja Deus. Deixaram muitos exemplos de como nos tornar também em Cartas do Evangelho àqueles que ainda estão acomodados na ignorância. Diz um ditado popular que diz “O espírito sopra onde quer”. De fato é verdadeiro. Quando o espírito deseja ardentemente fazer o bem não joga responsabilidades para Ongs ou para o Governo. Arregaça as mangas e cai em campo porque o trabalho é imenso e tem poucos servidores lúcidos para o avanço da fraternidade.

            A Verdade quando inebria coração e mente daqueles que absorve sua essência não existe obstáculos nem dificuldades. Reconhece que a batalha será grande contra os opositores do bem, mas munidos com a fé e esperança em Deus são capazes de arrombar as portas do inferno e resgatarem aqueles já com consciência relativa da posição em que se encontram e das oportunidades de saírem das trevas e irem ao encontro do Sol da Consciência Paternal.

            Antes, porém, de acabarem com a salutar conversação, Dr. Inácio faz alusão a um livro fantástico chamado “Roma e o Evangelho” de D. José Amigo y Pelicer. Uma obra prima que deveria constar também de palestras e estudos que conta a conversão de um grupo de sacerdotes que reuniram no ensejo de realizarem experiências com a mediunidade. Aos acontecimentos vistos, não tiveram dúvidas da veracidade dos fatos de Além-Túmulo. E infelizmente tem espíritas que duas a três vezes na semana participam de reuniões mediúnicas entrando calado e saindo mudo. Deprimente.

Difícil equacionar dos espíritos a certeza de que eles sobreviveram à morte. Com tanto animismo venenoso e mistificações escabrosas, realmente a dúvida reina infrene nas cabeças de muitos espíritas. Também só desejam fenômenos. Estudar???? Que nada. A experiência aqui tem sua vez, assim pensam muitos. Mas devemos convir que ela sem o archote do conhecimento não ficará muito tempo acesa. Sempre aparecerá perguntas concisas que sem o estudo será nadar contra a correnteza das dúvidas.

Seria ideal para muitos espíritas trocarem as reuniões mediúnicas quase até todos os dias por aquelas outras de estudo. Muito se tem que estudar, analisar, perquirir, sondar… Se Jesus não conseguiu dizer toda a Verdade… se Kardec mesmo tendo a disposição de trazer mais relatos do mundo invisível, foi aconselhado pelo Espírito da Verdade a não revelar tudo pois o povo da sua época não estava à altura de compreendê-los… Se Chico Xavier também foi aconselhado por Emmanuel a medir sua sabedoria diante da populaça que o cercava, creio que hoje, na atual conjuntura dos fatos espíritas, Dr. Inácio também não conseguirá dizer tudo que deseja. Assim é a Doutrina dos Espíritos. Simplesmente dinâmica. Comigo Leitor Amigo?

16/09/2022 – Aguardo vocês na próxima segunda-feira nesse mesmo horário. Fiquem em paz.

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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