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Trevas… Muitos não gostam de ler e falar a respeito… Se fosse assim, com toda certeza, Emmanuel proibiria André Luiz de escrever o livro “Libertação”, não é mesmo? Qual seria o motivo dele liberá-lo? Ensinamentos? Experiências? Conhecimentos desses lugares? Para vocês que leem minhas matérias, o que seriam elas? Regiões especificamente classificadas por determinadas igrejas como o inferno das penas eternas? Como sofrer pela eternidade afora sem que haja um meio para que esses espíritos possam ressarcir os débitos contraídos? Que Deus seria esse que não tem sensibilidade alguma pelos Seus filhos? Como pode ser o Criador tão mal, cruel e até mesmo insano?

O mundo de hoje não fica muito longe das atividades dos espíritos que nas Trevas residem. Já prestou atenção à sua volta hoje? Sentiu certa paz restauradora nos sentimentos, embora sabemos que essa paz é maculada pela violência que grassa em nosso país? E, quiçá, no mundo inteiro?

Devemos reconhecer que todos nós temos um salvo-conduto para as nossas dívidas com o Criador. Difícil nos tempos que correm, não saber o mal que praticamos. Nossa mentalidade a respeito evoluiu com a nossa personalidade nos mostrando os dois lados da moeda, as duas escolhas e suas consequências, pena que analisamos apenas um lado dela. Infelizmente ainda poderemos encontrar pessoas que acreditam que, morrendo fisicamente, morre-se também todos os nossos sentimentos, todos os nossos amores, qualidades, virtudes, vícios…

Mas como a Perfeição Augusta de Deus está além dos nossos comezinhos insignificantes a respeito da Criação Divina, ela reina absoluta, aceitando ou não, sabendo ou ignorando-a. Como tem um ditado que diz cada um no seu quadrado, ou seja, cada um no seu universos circunscrito, pensa, fala e age segundo os ditames da sua alma em estágios de aprendizado, aqui bem precário.

Levando mais fundo esse meu raciocínio, vamos ver nos comentários de hoje o preparo da equipe de Gúbio no resgate do filho de Matilde, o temível Gregório numa cidade totalmente inusitada à inteligência mais informada das coisas do Outro mundo. À medida em que desciam nas regiões sombrias, tinham pelo caminho alguns oásis de refrigério, ou seja, postos de socorro que se encontram em lugares predestinados nessas regiões de sofrimento.

O lugar era aterrador. O ambiente carregado. Aves escuras cortavam os céus nevoentos como a observar aquela equipe não tão estranha em lugares como esse. E pergunto: Essas aves seriam criadas à parte da Criação Divina como os supostos demônios na cabeça de algum fiel mal esclarecido, ou já se encontravam nesses lugares como estão os vermes que se proliferam em nosso organismo físico no momento aprazado de vida ou morte?

Mas o que chamava mais a atenção de André Luiz, narrado por ele no seu livro “Libertação” no seu capítulo IV, intitulado “Numa Cidade Estranha” através da mediunidade de Chico Xavier era: “… os apelos cortantes que provinham dos charcos. Gemidos tipicamente humanos eram pronunciados em todos os tons”. Sim pessoal. Espíritos mergulhados em charcos. Seria uma forma punitiva dos chefões das sombras aos seus vassalos ou a consciência de cada um, ali, dando azo às maquinarias do mal praticadas, tendo como chicote o remorso imperante? Tudo isso vale para reflexão, não é mesmo?

Esses charcos poderemos interpretá-los também como a superfície da Terra nos tempos atuais. Estamos mergulhados em um oceano pesado de vibrações criadas por nós mesmos. Mesmo asfixiantes e alucinógenos, lutamos para dele sair, mas a comodidade muitas vezes nos prendem a ele automaticamente. Muitos choros e ranger de dentes, nele são audíveis. Muitos rogos aos Céus pedindo auxílio. Muita incoerência no sentido de religiosidade eclipsada em conceitos falhos de cristandade. Onde, então, viria o socorro? Até quando esse sofrer?

O certo é que sofre no mundo dos vivos… Sofre-se mais ainda no mundo dos ditos mortos, pois a consciência é mais clara e precisa. Creio que todas as vezes que os mensageiros fieis ao Cristo excursionam a gleba humana, estão eles se envolvendo nas formas-pensamentos das criaturas encarnadas a ponto de sentirem um mal-estar terrível. Chamo isso de Amor incondicional. Retornar ao plano físico para socorrer almas, que mesmo estando presas à um corpo mais denso, necessitam do frescor de espíritos determinados a servir sempre. Louvado seja esses Arautos do Senhor pelo altruísmo vigente e que essas excursões nas trevas tanto na gleba humana como na gleba espiritual sejam e estejam iluminados pelo Amor de Deus nesses ambientes, não é mesmo Leitor Amigo?

13/01/2022

Até a próxima quinta-feira pessoal

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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