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O apego, paulatinamente, nos prende nos cipoais inalienáveis da loucura sem que o sintamos. Sabendo disso, esse frenesi descontrolado por posses e bens materiais podem nos tornar em fantasmas da própria invigilância. Você já se sentiu preso excessivamente em algo? Se já ou se está, precisa urgentemente ir se livrando dessas coisas para não se tornar iguais a esses espíritos que iremos comentar nessa semana.

            André Luiz juntamente com Calderaro se encontravam no limiar das cavernas. Mesmo ali, nas imediações daquele ambiente, muito aprendizado o esperava. Em dado lugar, uma pequena populaça de velhos aproximaram dos dois. Tinham as mãos sujas de lama que levavam ao peito como se quisessem guardá-la insanamente. É o que ele narra em seu livro “No Mundo Maior”, no seu capítulo 18, intitulado “Velha Afeição”, pela mediunidade de Chico Xavier: “Desceram a tão profundo grau de apego à fortuna material transitória, que se tornaram ineptos ao equilíbrio na zona mental do trabalho digno…”.

            Como poderemos observar nessa citação todo avaro remete para a sua zona mental todo o desequilíbrio necessário para que se poste – no mundo espiritual – como monstro da delinquência e da loucura. Devemos considerar aqui que esse apego não se restringe exclusivamente ao ouro ou ao dinheiro. O poder que do apego irradia, vai além das conotações em que muitos humanos se gabaritam a efetuar em suas vidas sem nenhum prestígio de vigilância. Daí, que o apego pode ser dos mais simples ímpetos de fraqueza no vestir, no alimentar, no pensar, indo mais além nas posses mais aquinhoadas em que o seu brilho cega toda consciência impedindo de verem o precipício que estão prestes a cair.

            Em outra citação encontraremos: “… assim, atordoados, fixam-se nos delitos do passado, transformando-os em autênticos fantasmas da avareza, atormentados pelas miragens do ouro nesse deserto de padecimentos”. A fixação é tamanha que muitos desses, depois de desencarnados, não consideram mais pertencentes ao mundo dos vivos, de tão aprisionados que se encontram aos bens materiais em que tanto se agarraram afanosamente. É triste ver o tempo passar para essas criaturas que se prenderam e se perderam na própria decrepitude do espírito. E nesse quadro de dor André Luiz reconhece o seu avô Cláudio em meio àquele cenário de sofrimento. Ampliou-se-lhe a visão para que ele visse o neto e o amigo Calderaro. E lágrimas de emoção rolaram face a face num amplexo de ternura e saudade.

            Eh!!!! O quanto nos aguarda os mistérios além da morte física! Mesmo estando no limiar das cavernas, naquele desfiladeiro de dor imensa, uma luz de esperança brotou nos corações ali prontos a doarem o bem genuíno que o Mestre nos ensinou. E nos braços, André aconchega o avô que tanto sentiu a sua falta mesmo no burburinho de ilusões as mais terríveis. Uma lição aqui se nos prestou. O de alimentarmos sempre o amor às criaturas necessitadas dos nossos braços e abraços os mais fraternais possíveis. Comigo Leitor Amigo?

10/12/2020

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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