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Remorsos e sofrimentos esses…. Amarguras intensas. De quedas insustentáveis. É o saldo das dívidas contraídas por milhares de almas que só serão sanadas à custa de muitas lágrimas sob o açoite do remorso perquiridor. Por que o sofrer humano? Não que Deus assim o queira, mas é o próprio homem que se escraviza às vicissitudes que atraiu, compelindo às suas consequências com ódio e revolta isento do bálsamo do reconhecimento e compreensão.

            Ah!… Sofrimentos acerbos para muitos que só servem para calar a boca do espírito mais rebelde. Eles não são eternos como muitos assim pensam, mas na medida do possível quando no homem aflora a consciência direcionando-se para Deus, seus rogos são ouvidos. Lembram de André Luiz que quando se viu fazer parte da gleba umbralina gritou aos Céus, com espantosa convicção das suas palavras, que logo foi resgatado pelos servidores de Nosso Lar? Para isso acontecer para ele, demorou longos e penosos 8 anos do nosso espaço-tempo.

Nesse intervalo em que só ouve o retumbar do remorso bem mais abrangente que a razão, a dor irradia seus miasmas indo ao encontro de almas benévolas, caridosas e santas que renunciaram às luzes dos mundos superiores para socorrer àqueles que a morte não se fez esquecer nos abismos das dores.

            No caso desse capitulo, uma mãe e suas duas filhas fazem de tudo para amenizar a dor de um marido e pai que praticou um assassinato para colocar comida em casa. Ato sombrio que teve pesadas consequências. Essa mãe se materializou para elas, pois se encontrava em plano bem superior para juntar-se às filhas devotadas no socorro paterno.

            O que não faz o homem para que a sua consciência lhe peça satisfações pelos atos escandalosos praticados! É o que veremos nessa citação dessa semana, quando André relata a situação do pai dessas servidoras. Vejamos: “Para que ele (o pai) nos sentisse garantidas e felizes, viveu quarenta anos consecutivos, entre o remorso e o sofrimento…” É… Em cada situação que se nos apresente na vida, a nossa razão como juiz intimorato envolve-nos, taciturno, no sentido de corrigir, o mais depressa possível, as nossas atitudes as mais sombrias.

            Mesmo que esse infortúnio do pai de assassinar um parente para aproveitar da sua riqueza no sustento das filhas, sem que elas soubessem, não foi feliz no cometimento desastroso, pois que durante quarenta anos viveu com a sua consciência martelando sua cabeça, fora os anos que não ficou no Umbral sendo visitado constantemente por entidades maliciosas, perversas e vingativas….

            Como diz célebre ditado “O mal não compensa”. Sim, mas infelizmente muitos espíritos tanto encarnados quanto desencarnados se travestem de ovelhas humildes para disseminar a cizânia contida em seus corações. E o resultado desse desequilíbrio moral, social, familiar e espiritual é o desarranjo de almas em que não se comporta, em si, a luz do raciocínio iluminado.

            A partir de então, vamos analisar melhor nossos pensamentos, transformando nossa consciência em cálice do néctar mais puro que é o Amor em nossos corações o quanto antes. Comigo, Caro Leitor, para essa empreitada?

04/11/2021

Até a próxima quinta-feira.

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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