Você alguma vez já parou para pensar que temos o livre-arbítrio para semear luz ou sombra no caminho, mas somos obrigados a colher – mais além – alegria e dor, no coração agradecido ou ingrato? Em momento algum ninguém semeará flores e colherá espinhos ou vice-versa. Hoje temos consciência do que pensamos, falamos e fazemos. Sem essa de dizer também que todo mal que nos visita a alma é proveniente de espíritos inferiores. A nossa invigilância os atraem certamente, mas temos que assumir os nossos atos com a mesma cara lavada quando o praticamos.

Como temos uma facilidade muito grande de atrair para nós companhias indesejáveis, temos a obrigação de reconhecer a nossa responsabilidade pelos atos que eles praticam através do nosso concurso. Em nenhum momento um determinado espírito que alimenta o vício da bebida alcoólica ficará na presença daqueles que sequer sorvem um gole da mesma. Tudo é questão de sintonia. E como tem gente sendo mal influenciada, principalmente aqueles de narizinho em pé, que não acreditam na vida após a morte e também como os espíritos nos influenciam…

Vejamos o que o Instrutor Calderaro nos informa a respeito do tema no livro de André Luiz “No Mundo Maior” pela mediunidade do saudoso médium Chico Xavier: “Ninguém receberá a benção da colheita sem o suor da sementeira”. Em muitas circunstâncias não reconhecemos o valor das graças do Senhor se não arregaçarmos as mangas no trabalho fraterno em Seu nome. E como os homens se mantém distantes das suas bênçãos.

Tudo na vida valerá do nosso concurso em todas as áreas em que o ser humano se manifeste como Homo sapiens sapiens da Criação. A cada esforço nosso no aprendizado diário, receberemos subsídios por onde iremos enriquecer a nossa personalidade volta e meia engalfinhada com os nossos egos em destrambelho.

No campo da mediunidade propriamente dito, encontramos outra citação importante: “O instrumento mediúnico é automaticamente desclassificado se não tem a felicidade de exibir absoluta harmonia com os desencarnados, no campo tríplice das forças mentais, perispirituais e fisiológicas”. Toda observação é válida desde que não extrapole nas viciações encontradas no egocentrismo doentio. Nem tudo sabemos sobre mediunidade, mas o pouco que já nos foi mostrado até então, dependerá de nós o asseio mental para que as forças da alma possam atuar com determinação no campo significativo da mediunidade.

Errar é do ser humano, mas errar mais vezes no mesmo desequilíbrio é fator de atenção. Como dissemos alhures, se alimentamos o mal direta ou indiferente, de maior ou menor monta, teremos que nos responsabilizar pelas sombras que viermos a espalhar.

Do mesmo modo que o Pai não dá pedra ao filho que Lhe pede pão, não poderemos esperar cumplicidade no bem se não reagimos diante de qualquer distúrbio que vier atiçar nossa espiritualidade ainda não tão bem raciocinada por nós. Portanto, Ano Novo em Cristo, Vida Nova como cristãos fiéis a Ele em todos os sentidos e em todos os momentos. Comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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