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II Encontro Mundial dos Amigos de Jesus com Chico Xavier e sua obra

Senhoras e Senhores,

                Tribunais… É difícil fazer conjecturas a respeito dos tribunais em nosso país. Quem realmente seria o culpado? Quem seria o inocente? É fato que quem muitas vezes julga é o que está precisando ficar entre grades. É um tal de polícia prende bandido e os tribunais vão lá e soltam… E o tribunal da impunidade aqui está nadando de braçada. Mas, existem outros tribunais conquanto fazem jus apenas às nossas querelas sentimentais, pessoais, religiosas e familiares. E como é gritante tanto julgamento onde quem fica solto é sempre o bandido. Já pensou nisso?

                Diante desse introito, vamos analisar o que Gregório diz a Gúbio quando estão, tipo, sendo perquiridos, um e outro, entre o bem e o mal. Vejamos: “Subordinam-se-nos todos os homens e mulheres afastados da evolução regular, e é forçoso reconhecer que semelhantes individualidades se contam por milhões”. Esse afastamento da evolução que se corre, não quer dizer que Deus assim O queira. Aqui não se cumpre o Determinismo Divino. De forma alguma. Como ele mesmo disse existem milhões de espíritos encarnados e desencarnados que fatalmente desembaiam a faca ou revolver para se sustentarem com um poder que realmente não são seus. Aqui só obedecem ordens. A evolução regular não necessita que andemos todos de armas na cintura ou na bolsa. Infelizmente os que estão morrendo não as usam. Isso é questão simplesmente de tino espiritual, coisa que essas milhares e milhares de almas ainda desconhecem ou não queiram praticar.

                Em outra citação temos: “Além disso, os tribunais terrestres são insuficientes para a identificação de todos os delitos que se processam entre as criaturas”. Vale relembrar ao Leitor que está lendo essas minhas humildes anotações, que esse livro “Libertação” escrito pelo espírito de André Luiz pela mediunidade de Chico Xavier, foi lançado no ano de 1949 e, de lá pra cá, a onda de criminalidades cresceu assustadoramente. Indiferentemente das decisões dos tribunais, do executivo, do legislativo e do judiciário, existem outros de pequena monta que, comparados com os primeiros é de grande relevância também.

                Quantas e quantas vezes ouvimos na televisão ou entre amigos que muitos maridos põe rédeas curtas nas esposas. Faz apenas o que ele quer ou vice versa. É o tribunal do machismo inconsequente. A opressão aqui é gritante. Ou por outra, encontrarmos pessoas que se mutilam por questões de uma fé aquém daquela isenta de lapidações é tipo o tribunal da fé cega e interesseira; também encontramos religiosos ortodoxos levando a ferro e fogo uma conscientização marcada por imposições que não imperam nos verdadeiros Mandamentos do Senhor, é o tribunal das lavagens cerebrais; mais das vezes e com grande diapasão, muitos lares se mantém reféns de crenças por demais incriminatórias ou se pudermos classificar, presos, seus participantes, no comboio da indiferença à própria existência. Tudo isso são sinais de que a sociedade em si está aprisionada em tribunais onde quem grita mais forte, manda.

                As personalidade doentias que não conseguem ocultar suas verdadeiras identidades macabras, mostram para a sociedade o mal em irreflexivos momentos de loucura. Esses são julgados diretamente à público pelo desequilíbrio reinante. Outras, porém, em grande maioria fazem reinar o medo e a imposição em simples gestos, palavras e atos em que seus reféns nada podem fazer. Por isso disse Gregório que “… todos tribunais terrestres são insuficientes para a identificação de todos os delitos que se processam entre as criaturas”. A verdade é que somos todos doentes. Um e outro expõe seus desequilíbrios a céu aberto enquanto outros usam seu arsenal de maldades no aconchego dos lares ou nas rodadas de amigos. Imaginem se os tribunais conseguissem prender todos esses desviados da luz através das vibrações que emitem? O Brasil em si, teria mais presídios do que residências. Cadê o psicoscópio André Luiz? Faz muita falta ele no mundo.

                E seguindo as ponderações de Gregório: “Nós, sim, ´que somos os olhos da sombra, para os quais os menores dramas ocultos não passam despercebidos”. Verdade verdadeira. Aqui age integralmente a consciência pesada e será através dela que os “Olhos da noite” irão recepcionar todos aqueles atraídos para esse redil de trevas. Ninguém é forçado a viver nesses lugares sinistros. Nós mesmos é que seremos atraídos para esses lugares porque juntamente com o coração, a consciência se destacará impondo-nos como réu confesso.

                O que os tribunais da Terra não conseguem administrar nas suas leis, os “olhos da sombra”, ou seja, os inquisidores da lei se esvaiam à procura de todo aquele que procurou adulterar ou infringir a Lei Maior do Senhor, com suas vontades ou escolhas sem o devido tino de conhecimento. Muito triste.

                Do outro lado da Vida não conseguiremos esconder como fazemos quando encarnados os nossos mais ocultos pensamentos e sentimentos. Eles se mostrarão através de irradiações vindas do nosso perispírito. E é aí que seremos descobertos com toda a nossa pujança.

                Fico a observar aqui com meus botões que a grande maioria das pessoas analisam o mal apenas quando ele é apresentado em violências e assassinatos de vários matizes. E não é assim que funciona a personalidade humana. O mal existe também com aqueles responsáveis pela saúde dos semelhantes em que muitas, dessas, se preocupam apenas em abrir consultórios e clínicas no centro de grandes cidades, olvidando dessa vez, as pessoas mais carentes e isenta dos cifrões que poucos gatinhos gastam para terem, ilusoriamente, uma vida predestinada à felicidade. Ledo engano. Isso também é uma raiz do mal que vem, sutilmente, abrindo brechas nas fraquezas de muitos humanos com canudo de medicina no planeta.

                Em um dos livros da lavra de Chico Xavier, fantástico por sinal e que uma pouquíssima porcentagem para não dizer que ninguém realmente a conheçam sua existência, chama-se “Nosso Livro”, lançado em 1950, onde Emmanuel coloca muito bem o que estou falando aqui. O capítulo de número 18, chama “Jesus está chamando” onde no seu final ele diz: “Há serviço para cada um e degraus iluminativos para todos. Para onde segues, irmão? Jesus, por nós, imolou-se na cruz. Que fazemos nós por Ele?”. Pergunto a você novamente: “Para onde segues, meu irmão”, agindo tão indiferente com que Jesus nos ensinou? Que fazemos, nós, por Ele”, agindo a favor dos cifrões e não da miséria que assola o país por culpa exclusiva nossa. Aqui outro tribunal agirá concomitantemente como agirmos frente aos nossos semelhante: o da consciência. Creio que esse tribunal é o mais diretamente ativo ante nosso livre-arbítrio juntamente com nossas escolhas malfadadas.                

Assim sendo, que tal mudarmos desde já esse nosso conceito de auxílio, mas preso a cifrões tão somente e analisarmos com mais profundidade essa passagem de Emmanuel: “Jesus, por nós, imolou-se na cruz. Que fazemos nós por Ele?”. Comigo, Leitor Amigo?

25/08/2022 – Até a próxima quinta-feira. Muita paz.

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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