Entre no canal
II Encontro Mundial dos Amigos de Jesus com Chico Xavier e sua obra

Senhoras e Senhores,

                Aqui se faz, aqui se paga. Interessante essa frase não? Aqui engloba o bem ou o mal praticados. Você já fez algo que o deixasse de consciência pesada? Saiba que o mal não precisa ser hediondo para que ela se nos pronuncie? Um pensamento menos digno, impulsos inoportunos, incompreensões familiares, rugas no trabalho entre outras, não deixa de ser um mal. Se enquadra você em um deles? Pode até ser que sim, mas enquanto encarnados, nós ocultamos nossa verdadeira face, não é mesmo? Mas, quando regressarmos à pátria espiritual de todos nós, não teremos esse recurso, pois que nossas vibrações internas mostrarão para outros espíritos o que somos realmente, sem mesclas…

                Diante do título dessa semana, entraremos hoje no capítulo IX do livro em análise “Libertação”, narrado por André Luiz pelo lápis abençoado de Chico Xavier, onde Gúbio e sua equipe se dirige para a casa de Margarida sob as ordens expressas de Gregório. Não foi difícil a entrada nessa residência. Uma citação interessante que com certeza passou de liso de muitos estudiosos e a colocarei aqui para analisarmos juntos. Vejamos: “Reparei que o próprio Gúbio se fizera tão escuro, tão opaco na organização perispirítica, que de modo algum se faria reconhecível…” O que pensam a respeito? Sabemos que o perispírito é moldável às nossas intenções. Pode sofrer a ação de se materializar-se de um plano superior a outro inferior como o fez a mãe de André Luiz, ou se tornar tão negro como foi o caso do instrutor de André Luiz.

                Mas vamos ao que interessa. Gúbio assim se transformou para poder se aproximar mais de perto de Margarida que estava acamada influenciada pelos espíritos das sombras que não lhe davam trégua. O interessante também é essa outra citação. Vejamos: “Na jovem singularmente abatida (…) surgiam algumas dezenas de corpos ovóides de vários tamanhos e de cor plúmbea, assemelhando-se a grandes sementes vivas, atadas ao cérebro da paciente através de fios sutilíssimos…”. Observem que eles eram usados a mancheias por espíritos magnetizadores.

                Vale lembrar aqui da pobre coitada mulher que se transformou em mula para satisfazer aos apetites insanos de espíritos trevosos daquela cidade estranha. Esses magnetizadores tem um poder por nós inimaginável. Processos bastante complexos no que tange à extinção provisória da forma humana, deixando esses espíritos na sua forma, digamos, original, mas comandados para o mal. Creio que esses ovóides não sabem o que estão fazendo ao se grudarem em outros espíritos como hospedeiros sugando-lhes as energias. Creio que aqui agiria mais o instinto primitivo.

                Observo que até o lugar onde eles seriam colocados não era à revelia. Eles sabiam como lidar com esse acometimento. E pobres daqueles que os tem, mas nem imaginam o que eles estão fazendo de mal na surdina. Já pensou você estar com um deles e não sabe? Emagrecimento, muita reflexão sempre sozinho, baixa autoestima, uma dorzinha aqui, outra ali. Esses são alguns sintomas mais clássicos, mas também tem aqueles quais ao caso de Margarida colocados nela ainda encarnada, sutis a qualquer exame dos médicos da Terra.

                Devemos considerar aqui que, sendo todos nós sugestionáveis, estamos sendo joguetes das sombras num tête-à-tête que impressiona. Mal, mal deliberamos nossa vigilância para analisar nossos pensamento criados à revelia. Mal, mal procuramos nos fortalecer na prece confortadora onde proferida com fé, poderá nos trazer benesses de paz e luz em nossos caminhos. Mas o que vemos nos quadros tortuosos da vida são verdadeiros ambulantes carregando um fardo por demais pesado, bem mais pesado daquele outro em que, encarnados ou não, nos caracterizamos como devedores da Justiça Divina.

                Hoje em dia nos esquecemos da vigilância e da prece, tendo como muletas da nossa indigência, remédios controlados vários, quando não automedicação, como também muitas terapias que mais das vezes curam supostamente o corpo, mas a sede da alma fica sempre à deriva repetindo, sempre as consultas. Queremos a cura das nossas moléstias, mas sequer nos abstraímos de vícios tenebrosos que a médio prazo, sempre está a nos jogar no leito acometidos não pelas enfermidades apresentadas, mas sim, com outras, mais sutis em que pregoeiros das sombras nos tornam seus capachos com toda a sua clientela de moradores das sombras.

                É… Muito delicado tal assunto, porque infelizmente estamos sendo movidos por tradições que muitas vezes, através de adorações em que se manifesta a nossa fé aprisionada ainda a imagens, rituais, cultos sinistros, nos prendem, severamente nas masmorras da fé cega, impondo-nos fortalecer tão somente a diligência dos nossos instintos primitivos.

                Aqui se faz… tudo que desejamos. Tudo que aspiramos segundo o nosso impulso sagrado ou maligno. Mas tem suas consequências. Nada, portanto, se oculta ante os habitantes das sombras treinados em magnetismo e hipnotismo puros, em doutrinação, em mistificações que muitas vezes adentram os templos religiosos para causar apenas celeumas e conflitos, contendas e dissenções. Muitos estão a se perguntar: Mas os templos não são lugares onde se fala sobre o bem, o amor e a caridade ensinada por Jesus? A princípio sim. Esses lugares são sagrados, mas os seus administradores, muitas vezes não sabem lidar com a religiosidade em que sempre se mostram convictos. Muitas brechas são abertas e, por questões de afinidade, muitos desses irmãos das sombras ganham campo desses lugares, aprisionando mentalmente dirigentes e trabalhadores sem sequer saberem do que fazem, estejam certo ou não.

                Sou testemunha de um centro espírita aqui da minha cidade, que o grupo deste, ficou quase dois anos sendo dirigido por uma entidade trevosa acreditando ser a mentora do grupo. A verdadeira se afastou porque a médium que a recebia fumava qual locomotiva. O ranço era tanto que ela deixou o grupo, mesmo informando do seu afastamento ao doutrinador. Não esquentaram. Continuaram com as reuniões, só que agora era uma entidade que metamorfoseava a mentora acompanhada de três seguidores que pegavam sempre os médiuns videntes para verem não o que realmente estava acontecendo na sala de reuniões, mas sim o que eles queriam que vissem.

                Com muito sacrifício, avisos e sugestões, o doutrinador pediu a um amigo de BH para participar da reunião e dizer depois o que ele viu e ouviu. Não esperando pela narrativa firme e concisa, disse ele que a mentora já tinha afastado perto de dois anos e que aquela mentora que se manifestava no grupo era na realidade uma entidade das trevas que estava trazendo nesse período contendas familiares e enfermidades, que a maioria dos médiuns sofriam sem que pudessem descrever a sua origem.

                Aqui se paga. Sim. A invigilância e falta de estudos mais aprofundados sobre a mediunidade, fizeram com que esse grupo sofresse por justa causa. E para fortalecer esse meu raciocínio dessa semana segundo o seu título, vamos analisar esse pensamento fantástico. “Aqui se faz… aqui se paga… Na lei da vida a gente não trabalha com cheque, muito menos com cartão de crédito ou de débito. O pagamento aqui é a vista”. Vale a reflexão para fechar nosso entendimento dessa semana, não é? Comigo, Leitor Amigo?

21/09/2022 – Até a próxima quarta-feira pessoal. Muita paz.

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

Link Patrocinado

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Share via