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            Por que somos tão egoístas no sentido de proporcionar carinho aos nossos filhos e não medimos esforços para auxiliar aqueles que não fazem parte da nossa relativa e passageira consanguinidade familiar? O que nos difere um e do outro? Somos todos iguais perante Deus, não é mesmo? Por que então alimentamos desse reparto moral que vez outra nos fazem ficar indigestos com tanto veneno em nosso campo sentimental?

            Tratando melhor do assunto, vamos ler aqui o que o espírito simpático disse à uma jovem mulher que se encontrava desiludida de um amor não correspondido procurando o suicídio como resposta aos seus arroubos sentimentais. Sentia vazios os seus braços pela falta de filhos. Vejamos algumas citações registradas por André Luiz em seu livro “No Mundo Maior”, no seu capítulo 13, intitulado “Psicose Afetiva” pela mediunidade de Chico Xavier: “Dizes-te incapacitada de abraçar os pequeninos de Deus, mas, por que tamanho exclusivismo para os rebentos consanguíneos? Não enxergastes, até hoje, as crianças abandonadas, nunca viste os filhinhos da miséria e da privação?”. Essa lição não serviria tão somente para essa mulher desorientada, mas também para conosco.

            Muitos acreditam estarem certos em afirmar que “dos meus filhos cuido eu”, mas poderemos notar que em muitas famílias o caos moral se apoderou completamente daqueles que Deus confiou como filhinhos do coração. E o que vemos? Escândalos de variados naipes, desentendimentos, discursões insalubres, falta de espiritualidade, de compreensão, de zelo, de tino paternal e maternal. É um tsunami de intrigas causadoras de mortes as mais terríveis que poderiam serem sanadas se houvesse a luz da cristandade, a água do Evangelho que dessedenta todos aqueles que O procura.

            Os meios de comunicação diariamente anunciam brigas, assassinatos de maridos com esposas, filhos matando pais, mães espancando filhos até a morte. Que carência de amor não é mesmo? Que falta de sensibilidade no coração que se encontra empedrado muitas vezes pela educação precária que receberam e pelo meio em que vieram conviver com afetos e principalmente com desafetos. É necessário, urgentemente, mais entendimento, mais compreensão, mais união nos lares para que a sociedade em que fazemos parte, possa respirar mais aliviada diante de tanta violência que assola o país.

            Completando o pensamento do mensageiro acima, vejamos outra citação: “Se não podes ser mãe de flores da própria carne, por que motivo não te fazes tutora espiritual dos pequenos necessitados e sofredores?”. Aqui está, no entanto, a chave do progresso humano. O sentimento maior dando azo às nossas picuinhas sentimentais exclusivistas. Sim. O Amor sincero e verdadeiro cobre toda a imensidade de misérias humanas. Só falta apenas que descruzemos nossos braços egoísticos e lançarmos ao encontro desses pequeninos desgraçados abraçando-os de encontro ao peito onde coração e coração, mais de perto, possa sentir Deus em toda a Sua magnanimidade e justiça. Comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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