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II Encontro Mundial dos Amigos de Jesus com Chico Xavier e sua obra

Aos seguidores de plantão do Dr. Inácio, meu Salve.

            Maria das Dores. Uma mulher dessas como iremos ver nesse capítulo, poderá ser a imagem de muitas mulheres que existem por esse mundo de meu Deus… Indigestas. E Deus criou a mulher… Da costela do homem… Foi lhe tirado uma costela para fazer a mulher… Creio que algo faltou para que existissem mulheres como a nossa protagonista dessa semana.

            Antes que me classifiquem como machista – que não sou –, vamos ao que nos interessa. A mãe de Paulinho no que podemos notar, não era muito querida por muitos, mas amada e muito pelo marido. Coitado. Creio que nessa casa, o desajuste colaborou e muito para que o clima desse lar fosse tipo um imã atraindo espíritos das sombras, e em particular esse sinistro obsessor. Agora, por que as trevas pegaram justamente quem não tinha nada a ver com a história? Por que não pegou ela que tinha o coração envolvido em sombras? Muitos irão se perguntar…

            Dr. Inácio procurava aqui e ali subterfúgios para acalmar a discussão que se fizera entre o casal. Nada demovia a intempestiva mãe de Paulinho. Tudo que ela falava era motivo de revolta, incriminação e por cima de tudo, medo. Sim. Às vezes o medo faz isso. Não é a coragem em dizer ou fazer algo insano que a torna supostamente forte perante seus semelhantes. É o medo íntimo, aquele lá do inconsciente que está esbravejando em situações presentes que desperta a fera que ainda reside em nós. Tem pessoas que não sabe usar o desconfiômetro no sentido de analisar certas situações que seria melhor o silêncio mesmo que esse gritasse dentro do próprio ser. Vamos encher a boca d’água pessoal? Receita de Emmanuel. Lembram-se?

            Em um dos seus momentos em que media as palavras diante da mãe descontrolada, falou-lhe preciso através da mediunidade do médium Carlos Baccelli: “A experiência tem me ensinado que o equilíbrio dos pacientes depende, basicamente, do envolvimento da família no processo terapêutico”. Sim. A experiência é a mestra do conhecimento que arrecadamos na jornada de elevação. Mesmo com os fracassos, desilusões, decepções que caminham com todos nós, ela nos ensina como contornar cada ocasião, saindo vitoriosos mesmo que a sombra nos encalce os passos. Infelizmente muitas famílias hoje estão usando do tempo para alimentar a soberba incontrolada, deixando os filhos arcar com suas consequências.

            Ressabiando o consultório onde estavam sendo recebidos pelo Dr. Inácio, sobrou até para o Dr. Bezerra de Menezes: “Quem é o barbudo? Algum opositor da Santa Madre Igreja?… Vocês espíritas, são todos esquisitos”. O que não faz a ignorância, não é mesmo? O descontrole emocional era gritante. Creio que o título desse capítulo deveria se “A Possuída”. Até o próprio Dr. Inácio chegou à seguinte conclusão: “… pensei que o lugar daquela senhora, infelizmente, seria também o Sanatório”. Se ele assim pensou, com certeza as coisas não estavam indo muito bem dentro daquele consultório, não é mesmo?

            Ela impôs que levassem a ver o filho. Maltratava a todos. Estava, coitada, com uma influenciação tremenda. Nada de água com açúcar… Nada de passes… Nada de orações, porque ela chamou Dr. Inácio até de bruxo. Ele vinha mediando as palavras. Contando de um até mil… Testando sua paciência, pois sabia que à sua frente estava uma pessoa sem nenhum controle emocional. Ele pensava em tudo e veio com essa joia de pensamento: “Eu havia aprendido com a experiência que, em alguns casos, o rigor funcionava, tanto com os obsediados quanto com os obsessores”. E como essa medida era válida em ambos os casos e ainda é atual nos dias que correm.

            Certa vez, por falar certas verdades diante de como levavam a mediunidade, um amigo espiritual estando numa Casa Espirita, foi taxado como obsessor e eu como obsediado. Às vezes quando a carapuça cabe, quem é mal visto são aqueles que, apiedados, procuram mostrar as consequências de muitos erros. Disseram que iriam fazer uma reunião de desobsessão para mim e para meu amigo espiritual. Sempre falo que, se você não quer ser chamado a atenção, procure fazer a coisa certa. Tenha, aqui a consciência tranquila. E não se sinta rebaixado porque em um grupo de seu convívio tenha amigos do coração. Fique só do que conviver com o erro consciente.

            Qual não foi a surpresa de todos quando chegaram ao aposento em que Paulinho se encontrava. Ele virou uma fera quando viu sua mãe. Xingou ela de todos os nomes conhecidos e não conhecidos. “Traidora! Vagabunda! Eu vou mata-la… Não perdoo. Tenho por você um ódio mortal. Saia daqui”. Como podemos ver, não era o Paulinho que falava todos esses desaforos, mas sim a entidade que estava com ele. Como ela odiava essa mulher. O que ela fez para esse espírito alimentar tanta raiva? Estaria Paulinho envolvido nessa trama sinistra?

            Quem a viu prepotente no consultório e a estava vendo agora, transformou-se numa gatinha. Estava lívida, calou-se aquele rompante de alguns minutos atrás. É o tal negócio. Tem pessoas que fazem e acontecem, tem coragem para brigar com qualquer um não vendo tamanho ou se é homem ou mulher. Mas quando encontra alguém de mesmo nível inferior, coloca o rabinho entre as pernas e se condói com tudo que disse. Mas o estrago já está feito. Agora é aceitar o erro pressionado pela consciência pesada galopando o alazão do remorso a curto prazo.

            Segundo o esposo, ela reza diariamente frente a um oratório. Isso é típico de pessoas que pensam que estar simplesmente rezando irá resolver problemas de foro espiritual. Ledo engano. Muita coisa há por trás do “vazio” que pensamos existir à nossa volta. Forças sinistras atuam nesses campos indiferentes do que pensamos ou não em acreditar. As falanges das sombras se imantam com essas pessoas porque sabem que elas não acreditam no sobrenatural, no inimaginável, no maravilhoso, na vida eterna depois do túmulo, não conseguindo atinar que, com a morte, ninguém vira santo só porque deixou o corpo de carne.

            Depois do incidente com o filho, seus pais deixaram o Sanatório. Ela totalmente calada e ele transtornado com o incidente. Dr. Inácio ficou com certa compaixão com eles. Que família era aquela meu Deus. Quem era o pior nessa história? O filho, a mãe, o pai ou o obsessor? Quem seria o carrasco e a vítima? Saberia Leitor Amigo arriscar um diagnóstico para o caso? Vamos aguardar novas emoções. Continuem me seguindo em prol da divulgação das obras desse espírito, que com certeza, se empenha até hoje, do seu melhor, em trazer luz para uma doutrina significamente dinâmica. Comigo, Caro Leitor Amigo? Muita paz.

12/09/2022 – Até a próxima sexta-feira ao 12:00 pessoal. Muita paz.

Aécio Emmanuel César

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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