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II Encontro Mundial dos Amigos de Jesus com Chico Xavier e sua obra

Senhoras e Senhores,

                Psicoscópio… Quem estuda com acuro as obras de André Luiz, em particular o livro “Mecanismos da Mediunidade”, vai lembrar dele. Mas não falarei ainda desse livro. Quero aqui focar apenas nesse tipo de aparelho utilizado também nas Trevas. No livro acima citado, foi manuseado por Áulus para a auscultação da alma numa reunião mediúnica na Terra, tendo a facilidade de definir todo tipo de vibrações elevadas ou negativas. Seriam, pois, as radiações que espíritos – encarnados e desencarnados – de si projetam? Segundo o instrutor “A moralidade, o sentimento, a educação e o caráter são claramente perceptíveis, através de ligeira inspeção”.

                Pois bem. Creio que raros são aqueles que prenderam a atenção nesse trecho do livro “Libertação”, no seu capítulo V, após a licantropia daquela mulher julgada pelo magistrado do mal. Em seguida à esse cenário de dor, foi narrado por André Luiz, pela mediunidade de Chico Xavier, a materialização de espíritos das trevas. Isso mesmo que vocês leram. Espíritos das trevas se materializando nas Trevas. Difícil de acontecer? Não. Agora de compreender, sim, muito difícil. É bem comum esse processo tanto nos planos elevados quanto em planos situados nas trevas. De qual planos, pois, das sombras, eles viriam? Já procurou analisar tal assunto? É muito vasto esse campo de exploração. E haja ectoplasma retirado abundantemente daquela gente abusada em todos os sentidos.

                Quero aqui prender a sua atenção Leitor Amigo quanto ao psicoscópio utilizado por um dos três espíritos sombrios materializados naquela cidade estranha. Por qual motivo eles usariam esse aparelho naquela gente já hipnotizada pela canga de vibrações alucinógenas? É o que iremos analisar nessa semana.

                André Luiz notou que um dos que fazia parte daquela tríade materialização trazia um instrumento cristalino nas mãos. Esse instrumento era passado bem próximo a grupos de espíritos que ali se ajuntavam na grande praça de inspeção. E entre esses espíritos apontou um indignado por estar em meio a sovinas. Não o era, mas o psicoscópio acusou-lhe a fraqueza. E disse o espírito ali responsável pela seleção: “Vosso tom vibratório demonstra avareza sarcástica”.

                Outro espírito apresentou-se frente aos visitantes e desabafou achando estranho estar convivendo com caluniadores confessos.  Dizia ser um homem honrado. Mas, o psicoscópio refletia o contrário. E o responsável frente ao interrogatório disse-lhe: “A condenação transparece de vós mesmo. Caluniastes vosso próprio corpo, inventando para ele impedimentos e enfermidades que só existiam em vossa imaginação…”. Impressionante que nada ficava oculto diante desse aparelho e de seus magnetizadores. É…. esse singular instrumento agia preferencialmente no campo vibratório que lhe dizia respeito. E era muito preciso.

Uma mulher estando em um outro grupo se apresentou àquele mensageiro dizendo estar sendo humilhada diante de tantas meretrizes. Era justa e honesta no lar. Mas o resultado daquele aparelho lhe apontava outro quadro. Vejamos: “O teor vibratório assevera que as vossas energias santificantes de mulher, em maior parte, foram desprezadas. Vossos arquivos mentais se reportam a desregramentos emotivos…”. Mais um espírito frustrado, não é mesmo? Nada deixava passar com aquele aparelho que, segundo Áulus, seria inventado ainda na Terra. Mas qual seria o objetivo desse aparelho no mundo dos homens? Tomaria lugar do detector de mentiras? Seria aplicado em que situações? Qualquer um estaria sujeito a ele? Gente comum ou também graduados de colarinhos brancos? Políticos? Religiosos? Por que não? Muitas perguntas não é mesmo? Mas serão respondidas no decurso dos nossos estudos.

                Esse aparelho quando for inventado e produzido em série em várias fábricas mundiais, a humanidade em si, com toda certeza, estaria frente a um verdadeiro tribunal de incríveis proporções. Uma limpeza psíquica, longe de ser uma lavagem cerebral, pois acusaria tão somente as intenções malbaratadas de muitos. Não infringiria nada a ninguém, apenas mostraria a podridão existente em muitas almas humanas reencarnadas. É o tal dos túmulos caiados por fora e podres por dentro. Todos nós seríamos nós mesmos independentemente de credo, raça, posição social. Ninguém lucubraria ninguém. Ninguém atentaria contra o próximo. E, se isso acontecer, responderia à altura pelo insano pensamento e ações de milhares e milhares de almas.

 Não haveriam pensamentos ocultos que não fossem descobertos. Todas as intenções boas ou más esse aparelho acusaria. Ninguém pretenderia ter pensamentos escusos a quem quer que fosse. Ninguém prejudicaria o semelhante. Todos procurariam levar suas vidas da melhor maneira possível, fazendo sua parte impulsionando a engrenagem do progresso. Seria, pois o auspício de um mundo de regeneração, onde o psicoscópio lançaria, de vez, a Ordem e o Progresso no Brasil e no mundo? Deus seja louvado, não é mesmo? Esperamos que sim. Comigo, Leitor Amigo?

28/04/2022 – Uma ótima leitura pessoal. Até a próxima quinta-feira. Fiquem em paz.

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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