Você alguma vez já parou para pensar que numa reunião mediúnica sendo todos ali médiuns passivos, cada um sofre uma emissão mental diferenciada segundo o conhecimento até então adquirido do fenômeno da mediunidade? Nem sempre dois médiuns dirão as mesmas particularidades de um quadro apresentado. Um sempre dará mais ou menos detalhes do que o outro, embora os dois estejam imbuídos na mesma mediunidade.

            Para clarear um pouco esses meus humildes comentários dessa semana, vamos ver o que Calderaro diz a André Luiz quando estavam participando de uma reunião mediúnica na Terra. Vejamos a citação: “Todos os companheiros em posição receptiva estão absorvendo a emissão mental do comunicante espiritual, cada qual a seu modo”. Como podemos notar aqui cada um recebe a sua quota mediúnica segundo o que até então tenha estudado, analisado e colocado em prática na sua inteireza compreensão. Nesse grupo como em outros tantos que existem espalhados por aí, existem algumas pessoas que não deveriam frequentar esse tipo de reunião, porque em nada oferece de bom ficando impermeáveis nos trabalhos a serem desenvolvidos sob a tutela dos mentores espirituais

            Não querendo parecer radical demais para alguns leitores, vamos ver o que André Luiz anotou no seu livro “No Mundo Maior”, pela mediunidade de Chico Xavier: “Examinei também as três pessoas que se mantinham impermeáveis ao serviço benemérito daquela hora. Duas delas contristavam-se por haver perdido uma sessão cinematográfica, a outra retinha a mente nas obrigações domésticas que acreditava inadiáveis mesmo ali num círculo de oração, onde devera beneficiar-se com a paz.” Como podemos notar esse tipo de médiuns muitas vezes são isolados numa redoma magnética para que não venham atrapalhar nos trabalhos ali desenvolvidos. É uma falta de respeito muito grande com a Espiritualidade que está ali não somente para trazer-nos irmãos nossos para serem consolados, mas também para nós outros que recebemos bem mais do que realmente merecemos.

            Também vale registrar aqui que em muitas reuniões mediúnicas em que se recebe uma mensagem edificante, aquela principalmente quando nos puxa as orelhas, muitos fazem um julgamento prematuro do médium quanto do espírito comunicante através de uma psicografia ou de uma psicofonia: ou o médium está em desequilíbrio ou o espírito comunicante é um obsessor transfigurado em amigo espiritual.

            Realmente isso acontece mais vezes do que imaginamos, em particular, em reuniões onde não existe o tino da compreensão, do estudo analítico, do respeito comedido, da fé raciocinada, dos verdadeiros seguimentos básicos da Doutrina. É uma pena que ainda existem grupos que não atinaram para a verdadeira essência da mediunidade pois lhes faltam a clareza evangélica em todos os sentidos. Comigo, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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