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             Você alguma vez já parou para pensar que nem sempre a solidão é aquela presença sinistra, mensageira das sombras do desequilíbrio e da loucura? O que seria a solidão para você? Vale-nos no seu contexto saber lidar com certas fases das nossas vidas, pois mesmo acompanhados de parentes e amigos, muitas vezes nos sentimos sozinhos, não é mesmo?

            Aqui encontraremos a história de uma jovem mulher que procurava o suicídio para solucionar seus problemas íntimos, narrada por André Luiz no seu livro “No Mundo Maior”, no capítulo 13, intitulado “Psicose Afetiva”, pela mediunidade do médium Chico Xavier:

             Ela fora desprendida pelo sono, vindo a conversar com a sua mãe e um amigo de muitas existências já desencarnados, acerca da solidão que sentia quando não se tinha um companheiro ao seu lado, quanto menos filhos a acolherem em seu regaço materno. “É possível, Antonina, que te sintas tão lamentavelmente só, quando o Supremo Senhor te concedeu o sublime lar no mundo inteiro?”. Somos ainda muito egoístas nesse sentido. A solidão não se limita tão somente na psicosfera da criatura insatisfeita, mas, muitas vezes, no campo magnético que estrutura os seus meios de vivência e de convivência com o seu próximo.

               Nesse meu pensamento, quanto do companheiro acima citado, logro em perguntar: Que tipo de solidão você procura aferir as suas capacidades de relação consigo mesmo e com o seu semelhante? A fraternidade ensinada tão bem por Jesus não se resume nas quatro paredes de um lar, mas sim, no mundo inteiro. Devemos caracterizar o ato da caridade não apenas para nossos familiares consanguíneos ou para com aqueles amigos que granjeamos na nossa passagem terrena. Temos por obrigação nos apresentar diante do sofrimento e da dor pessoalmente, voluntariamente, disposto a servir incondicionalmente.

               Temos que ir onde a nossa indiferença fez criar o sofrimento isolando as raças, os povos, as comunidades, as sociedades em geral. Ir onde não só a fome quanto a miséria em si se fazem presentes, como também ver e ouvir irmãos nossos em terríveis provações nos sensibilizando com as suas lágrimas e com o seu desespero. O bem tem dessas coisas.

                Em outra citação vamos completar o pensamento do mensageiro: “É da Vontade Superior que recebas, por enquanto, as vantagens que podem ser encontradas na solidão”. Vejamos essa citação. Que vantagens seriam essas que poderemos encontrar na solidão? Você já pensou nisso alguma vez? Creio que se procuramos alguém que nos ocupe o vazio que entendemos em nós como solidão pode vir a ser uma aventura nada agradável. Tem um ditado que diz: “Antes só do que mal acompanhado”, não é mesmo? E, assim, não é a toa que nessa existência estamos sozinhos. Algo de grandioso com certeza nos espera. É só desenvolvermos em nós os olhos de ver e ouvidos de ouvir. Ah! Também se enquadra aqui o coração de sentir. Vamos então ao trabalho, Leitor Amigo?

Ari Rangel Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.
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