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Campanha de União Contra o Aborto segundo Chico Xavier

Senhoras e Senhores,

            Joio Moral… O que seria? Já refletiu nas sementes que você joga ao passar em vários e diferentes terrenos do coração? Será que elas irão germinar? Estariam elas saudáveis a se desenvolverem em qualquer lugar? Ou não terão êxito na vanguarda de crescimento e evolução destinada a todos os seres? Todo joio deverá ser arrancado, contudo devemos convir que aquele que o encerra em nossos corações, tem as raízes mais profundas, dificultando, assim, nosso manejo em arrancá-lo com toda sua raiz.

            Somos espíritos ainda frágeis… somos sugestionáveis não sabendo diferenciar as artimanhas de espíritos das sombras em nosso convívio com as nossas próprias. A prece é manancial de reflexão. Ela nos fortalece no sentido de diferenciar sombra da luz, o mal do bem… Mas…

            Gúbio que se intercedera com o filho de Saldanha no hospício onde se encontrava libertando-o dos espíritos da sua esposa e da sua mãe, lhe disse seguro de si, relatado por André Luiz no livro “Libertação” através da mediunidade de Chico Xavier: “Jorge, levanta-te! Estás livre para o necessário reajustamento”. Como podemos notar aqui toda intercessão é digna de aplausos. O próprio pai que poderia estar ali auxiliando o filho em quase total demência, estava apenas sendo obsessor de outro ser – no caso da Margarida – por ordem de Gregório que a tudo obedecia. Triste cenário em que o mal manifesta seu poder não absoluto, diante do Bem que a tudo vence.

            O pai agora desarmado diante da libertação do seu filho por intercessão de Gúbio, se sentiu desarticulado. Procurou por agradecimento beijar as mãos do benfeitor do seu filho, mas aquele auxílio não parou por aí. Teriam agora de auxiliar a esposa e a mãe que, até então, sentiram ter tirado algo que gostassem muito.

            A mãe desarvorada desperta. Olha para o marido ali do seu lado muito chorosa: “Onde estou?! (…) Socorre-me! Onde está nosso filho? Nosso filho?”. Como podemos observar aqui nem mesmo a mãe e esposa de Jorge sabia onde estava magnetizada inconscientemente no psiquismo do filho-marido. O que o mal não faz, não é mesmo? O obsessor de Margarida nesse momento chorava copiosamente. Para ele um milagre aconteceu. Para Gúbio, o Bem Maior venceu o mal passageiro.

            A mãe agora desperta observava de mais perto o filho querido. Queria ouvir a esposa e pai, mas ele também não aguentara a emoção do momento e desabafou com a esposa: “Iracema, eu ainda não aprendi a ser útil… Não sei confortar ninguém.”. O que a ignorância do Evangelho nos torna, não é mesmo? Enquanto no corre-corre da vida física à procura da suposta sobrevivência, não temos tempo de espiritualizar nosso próprio espírito. Indiferente até mesmo à prece, passamos a trajetória terrena como se fossemos zumbis teleguiados pelos instintos à flor da pele. Sem nenhuma guarida que nos proporcionasse certa quietude interior, nos deixamos levar por vontade de terceiros tornando-nos marionetes sem especulações, sem medidas, sem direcionamentos seguros.

            Você está sendo útil para alguém, principalmente para aqueles que não fazem parte da sua clientela familiar? Procura dirimir algum sofrimento de alguém que o procura sem nenhum ônus que premia sua capacidade de ajuda? Ou se entrega de corpo e alma, esquecendo do que é, tornando-se um servidor do Cristo fiel aos Seus princípios? Se caso ainda não se propôs a tanto, procure refletir de que hoje é ela, amanhã poderá ser você o necessitado.

            A nora que suicidara, também teve a assistência de Gúbio, despertando sem saber do trágico incidente. Quando avistou Jorge foi ao seu encontro emocionada: “Jorge, Jorge! Ainda bem que o veneno não me matou! Perdoa-me o gesto impensado… Curar-me-ei para vingar-te! Assassinarei o Juiz que te condenou a tão cruéis padecimentos!”. Diante dessa citação, poderemos analisar bem a personalidade dessa mulher. Mesmo sem o corpo físico, ela ainda alimenta o ódio que a satisfaz plenamente. E ainda tem muitos humanos que não acredita na sobrevivência do espírito depois da morte do corpo físico. Aparece mil e uma desculpas para não incomodar a mente obtusa. Para não ter o orgulho ferido. Pobres almas. Terão uma surpresa desagradável quando fecharem os olhos para o mundo.

            Não respondendo aos seus rogos, a esposa ficara inquieta. Deseja voltar à sua casa. Queria sair daquele lugar que não sabia como chegou até lá. Cria que o seu esposo se encontrava dementado pois não a ouvia como esperava. Foi quando Gúbio lhe esclarece que ela tinha desencarnado. “Então morri? A morte é uma tragédia pior que a vida? Clamou desesperada.”. Difícil é atentar, de chofre, para a nova vida espiritual. Principalmente para uma suicida que tentou apagar a vida em si, mas só matou a vida que resguardava temporariamente seu espírito. Triste cenário, não?

            Já sabemos que a morte é apenas transferência de um plano para outro. Seremos o que somos hoje. Se bom ou mal, isso refletirá e muito quando voltarmos para o mundo de onde originamos. É simples questão de perspectiva. É simples questão de tino espiritual.

Para muitos de nós em que o desespero nos enlaça o corpo e a alma perguntamos “Onde estava Deus que não me socorreu a tempo?”. Pois é. Nunca lembramos ou melhor dizendo, não damos o devido tempo e respeito para com Ele. E depois da desgraça anunciada ainda O culpamos? Daí pergunto: Quem somos nós? no mundo procuramos ser supostos espíritos sábios com os nossos canudos debaixo do braço, respondendo sem pestanejar a todas as dúvidas. No bom sentido da palavra um espírito conhecedor de certos pormenores que atinge toda enfermidade moral dos outros, mas e a nós próprios… Não é porque clinicamos como psicólogos, psiquiatras ou terapeutas desse ou daquele ramo da ciência que não precisamos de nos autoconhecermos. Conflitos existirão com certeza entre o joio e o trigo morais de nossas vidas. Mas como mostrarmos que estamos doentes não é mesmo? Vale a dica.

Para fechar meu comentário da semana, vamos analisar todos nós num pensamento de Freud que nos diz: “Não somos o que pensamos ser. Somos mais. Somos também o que lembramos e aquilo que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que comentemos e os impulsos a que cedemos, sem querer”. Aceitando-o estará afirmando que ainda é ignorante; negando-o, não passará de um simples tolo. Comigo Caro Leitor Amigo?

29/12/2022 – Até a próxima quinta-feira pessoal. Feliz Ano Novo para todos. Divulguem-na para nós. Muita Paz

Aécio César Aécio Emmanuel César
Médium de psicografia desde 1990, tarefeiro espírita na cidade de Sete Lagoas/MG.

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