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Psicografia da Avó de Jesus
[Sant’Ana] por Eurípedes
Barsanulfo

Ah! Pai do Céu, permiti que vossa filha também dê um pouco do que em abundância lhe tendes dado!

Dai, Senhor, que eu fale aos que estão reunidos neste recinto. Meus filhos, que gozeis permanentemente das doces e inestimáveis graças que o Senhor concede aos filhos de boa vontade. Antes de iniciar minha palestra, deixai que vos diga que fui, como o sois, habitante desta esfera terrena, onde duros e bem atrozes momentos passei.

Dito isso, prossigamos.

A vida que tem no espaço é cheia de espisódios dos quais destaco um para vos narrar. A multidão inúmera de espíritos do Senhor, achando-se em preces contínuas por aqueles que se vêem no sofrimento, e partilhando desta coletividade e fomos surpreendidas com a falange resplandecente de puros espíritos que de mundos superiores baixam, a nos visitar por ordem do Senhor. Admirados e surpresos a princípio, gozamos mais tarde da grata nova de que os fizeram sabedores, isto é, convidavam-nos a descer até vós para vos influenciar, inspirar uma idéia mais perfeita do que a que concebeis relativamente à Deus. Foi, sinceramente, o espanto que aqui descemos para vos dar sinal de nossa existência e captalmente da do Pai Celestial. No mundo Terra, que revolucionamos em poucos momentos, as mesas giravam por força a Ele desconhecida, os móveis moveram de um para outro lugar.

Os sábios desorientados! Os humildes confortados! Soára o momento de mostrar à humanidade que Deus “tarda, porém não falta.” O Espírito da Verdade, cristalizado na congregação formidável e harmônica dos mensageiros celestes a vós se manifesta, explica e desenvolve a palavra do Divino Mestre. Procura por tão valiosos e significativos meios a converter os sentimentos grosseiros derivados no coração humano em doçura, afabilidade, caridade, amizade fraternal e amizade ao Criador!

Eis, irmãos, como apareceu aos que desejavam vê-lo, o Espírito da Verdade.

À Terra venho todos os dias para o exercício da beneficência, para aligerar as dores daqueles que me imploram socorro.

Muito queria vos falar, porém torna-se imprescindível abandonar-vos, para me dirigir a outras regiões onde sou chamada.

Antes porém de eu fazer, vos solicito que muito e muito vos dediqueis recíproca e fraterna estima e que ergais sinceras orações a Deus no sentido de minorar o oceano de dor que banha este mundo.

Deus vos ilumine, queridos filhos.

ANA,

MÃE DE MARIA, SERVA DE DEUS.

Comunicação recebida em sessão do dia 22/07/1906 pelo médium Eurípedes Barsanulfo em Sacramento-MG, Brasil

Ilustração: @nillzon

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