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Muitos, ao ler o título acima, podem me perguntar neste momento: existem tipos de espíritas? Nós, que nos autodenominamos espíritas, não pertencemos todos à mesma categoria?

Eu estava estudando “O Livro dos Médiuns”, o segundo livro da Codificação Espírita, e pude notar logo no início do livro (no item 27) quando Allan Kardec escreve:

27. Se lançarmos agora um olhar sobre as diversas categorias de crentes, encontraremos primeiro os espíritas sem o saber. São uma variedade ou uma subdivisão da classe dos vacilantes. Sem jamais terem ouvido falar da Doutrina Espírita, têm o sentimento inato dos seus grandes princípios e esse sentimento se reflete em algumas passagens de seus escritos ou de seus discursos, de tal maneira que, ouvindo-os, acredita-se que sejam verdadeiros iniciados.

Encontram-se numerosos desses exemplos entre os escritores sacros e profanos, entre os poetas, os oradores, os moralistas, os filósofos antigos e modernos”.Allan Kardec

 

Essa página do Codificador nos faz repensar e muito a respeito do papel que nos, os espíritas, estamos desenvolvendo aqui na Terra.

Quantos de nós não imaginamos que já somos “os iniciados”; que tudo sabemos e que não temos mais nada a aprender; e achamos até com conhecimento suficiente para criticar essa ou aquela obra, esse ou aquele médium… e hoje notamos que aquela frase de Sócrates nunca esteve tão viva quanto agora, quando ele nos diz:

Quanto mais sei, mais sei que nada sei”Socrates

 

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Iremos agora, também em “O Livro dos Médiuns”, notar no item 28 Kardec asseverando algo interessante, o que nos faz começar e ver que existem sim vários tipos de espíritas.

E que temos a necessidade de ser sinceros para conosco mesmos e vermos em qual dessas quatro opções nos encaixamos:

28. Entre os que se convenceram estudando diretamente os assuntos podemos distinguir: 1º) Os que acreditam pura e simplesmente nas manifestações. Consideram o Espiritismo como uma simples ciências de observação, apresentando uma série de fatos mais ou menos curiosos. Chamamo-los: espíritas experimentadores;Allan Kardec

 

Por aqui, começamos a identificar os espíritas que só acreditam nos fenômenos; aqueles que não procuram o conhecimento através de um bom livro, de uma boa palestra, de uma boa atividade assistencial; seus olhos são apenas para analisar os fenômenos. E nada mais do que isso.

2º) Os que não se interessam apenas pelos fatos e compreendem o aspecto filosófico do Espiritismo, admitindo a moral que dele decorre, mas sem a praticarem. A influência da Doutrina sobre o seu caráter é insignificante ou nula. Não modificam em nada os seus hábitos e não se privariam de nenhum de seus prazeres. O avarento continua insensível, o orgulhoso cheio de amor próprio, o invejoso e os ciumentos sempre agressivos. Para eles, a caridade cristã não passa de uma bela máxima. São os espíritas imperfeitos”Allan Kardec

 

Aqui, já começamos a notar que é aquele espírita que ainda esta mais para o homem velho do que para o homem novo; acredita e aceita o Espiritismo como sua religião ou proposta filosófica, mas é incapaz de mudar seus atos milenares – o que acaba levando a Kardec a afirmar:

a influência da Doutrina sobre o seu caráter é insignificante ou nula”.Allan Kardec

 

É aquele que ouve a mensagem, até se toca num primeiro momento, mas não o suficiente para repensar em seus atos e até mesmo modificá-los. Kardec vai mais longe afirmando:

Não modificam em nada os seus hábitos e não se privariam de nenhum de seus prazeres. O avarento continua insensível, o orgulhoso cheio de amor próprio, o invejoso e os ciumentos sempre agressivos”.Allan Kardec

 

A essa categoria nosso Codificador deu o nome de “espíritas imperfeitos”. Iremos deixar para a semana que vem a segunda parte dessa matéria, concluindo nossos raciocínios com base no pensamento kardequiano, a respeito deste assunto tão palpitante.

André Luis Chiarini Villar

Tipos de Espíritas
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1 Comentário

  • Grande homem este nosso amigo Jorge Reis e ótima reportagem sobre a Terapia do Abraço.

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