Já citamos e comentamos, nas 121 páginas de nosso blogue, os mais corriqueiros equívocos gramaticais na escrita e na fala no dia a dia; e, nas três últimas páginas, especificamente, discorremos sobre os que são gerados em redes sociais, com a exposição da devida correção, acrescida de explicações.

Sendo a língua materna nosso mais importante veículo para interagirmos socialmente, seja na fala ou escrita, e primando para que nossa comunicação alcance o melhor êxito ao público-alvo, devemos esmerar nossa linguagem em sua normatização gramatical, sem comprometer o conteúdo das mensagens.

Nós, brasileiros, em geral, somos um povo bem criativo; isto é, temos ideias e intuições brilhantes e, infelizmente, na maioria das vezes, dispersamo-las pela dificuldade que temos de registrá-las na escrita, carentes de que somos de conhecimentos que nos deveriam ter sido adquiridos em nossa vida escolar.

Sobre isto, vejamos algumas estatísticas alarmantes do IBGE, em 16/05/2019: somente 16,6% dos brasileiros acima de 25 anos concluíram o Ensino Superior; 52,6% não terminaram o Ensino Médio (1ª a 3ª série); 33% não completaram sequer as etapas 1 e 2 do Ensino Fundamental (1º ao 9º ano) e outros, 6,9%, ainda nesta faixa etária acima, não tiveram instrução alguma.

Segundo, ainda, dados do IBGE, 35% dos brasileiros com mais de 14 anos não completaram o ensino fundamental; isto é, não terminaram sequer a primeira etapa dos estudos.

Na população entre 15 e 29 anos, o motivo maior que os impediu de frequentar a sala de aula foi o trabalho: 48% dos homens e 28% das mulheres.

Enfim, retratemos em porcentagens e por regiões essa falta de acesso ao
ensino fundamental em nosso país: Nordeste: 44,1%; Norte: 38,7%; Sul: 34%; Centro-Oeste: 33,5% e Sudeste: 29,2%.

Diante destas estatísticas preocupantes sobre a EDUCAÇÃO – corresponsável  pelo nosso progresso, a refletir-se em todos os setores, questionemo-nos: quais as perspectivas em vista? Qual herança deixaremos ao futuro dos nossos descendentes? A que escalonamentos teremos no futuro perante os demais países? São questões preocupantes, feitas na esperança de que haja mais conscientização  e  incentivos  por  parte  de  todos  e,  mormente,  pelos  órgãos competentes e responsáveis diretos por esse egrégio setor EDUCACIONAL.
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Antonio Nazareno Favarin Antonio Nazareno Favarin
Professor de Português, Revisor de livros de São José dos Campos-SP.

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